sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Quem quer que sejas, vem a mim apenas De noite, quando as rosas adormecem! Vem quando a treva alonga as mãos morenas E quando as aves de voar se esquecem. Vem a mim quando, até nos pesadelos, O amor tenha a beleza da mentira. Vem quando o vento acorda em meus cabelos, Como em folhagem que, ávida, respira... Vem como a sombra, quando a estrada é nua, Num risco de asa, vem, serenamente! Como as estrelas, quando não há Lua Ou como os peixes, quando não há gente... Pedro Homem de Mello

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